30% da população brasileira tem altos níveis de colesterol no sangue

Telenotícias Entrevista: Dr. João Vicente da Silveira


Por Fernanda Ayres


De acordo com dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, todo ano


mais de 17 milhões de pessoas morrem vítimas


de doenças cardiovasculares relacionadas ao alto nível de colesterol no sangue. O Ministério da Saúde estima que 30% dos brasileiros façam parte desse quadro. Veja agora os 7 Mitos e verdades sobre o colesterol. O cardiologista da Unidade Anália Franco do Hospital São Luiz, Dr. João Vicente da Silveira, esclarece tudo sobre o problema: TN - Colesterol não é doença? Dr. João Vicente da Silveira - Não, não é. O colesterol é uma substância importante para a nossa saúde, porque é usada na formação da membrana das células do corpo e de alguns hormônios, além de servir como uma capa protetora para os nervos. TN - Colesterol alto não apresenta sintomas?


Dr. João Vicente da Silveira - A única maneira de saber se o seu colesterol está alterado é fazendo um exame de sangue. O primeiro sintoma pode ser o ataque cardíaco, o derrame cerebral ou até mesmo a morte. Por isso é importante consultar um cardiologista pelo menos duas vezes ao ano. TN - Acomete mais pessoas da terceira idade? Não. O colesterol alto pode ocorrer em qualquer pessoa, porém é mais comum em pessoas com estilo de vida associado à falta de atividade física e alimentação inadequada.

TN - É tudo culpa da comida? Dr. João Vicente da Silveira - Não. O colesterol vem de duas fontes: do próprio organismo (fígado) e dos alimentos gordurosos. O colesterol e outras gorduras não podem dissolver-se no sangue. Para deslocar-se pelo sangue, ele é incorporado em determinadas proteínas. A esta combinação de gordura e proteína dá-se o nome de lipoproteína. As principais lipoproteínas são as de baixa densidade (o colesterol “ruim”, ou LDL) e as de alta densidade (o colesterol bom, ou HDL). TN - Existe mesmo o colesterol bom?

Dr. João Vicente da Silveira - Com certeza! O LDL-C (colesterol de lipoproteínas de baixa densidade), ou "colesterol ruim", contém os maiores componentes de gordura. O LDL-C corresponde normalmente por 60 a 80% do colesterol total. Ele ajuda a carregar o colesterol para dentro do tecido arterial e é o responsável pelo estreitamento e entupimento das artérias. O HDL-C (colesterol de lipoproteínas de alta densidade), ou "colesterol bom", contém a menor quantidade de colesterol e pode proteger as artérias de duas maneiras: levando o colesterol para longe da parede arterial, a fim de ser transformado em bile no fígado e excretado pelo intestino, e competindo com o LDL-C para ingressar nas células da parede arterial. TN - Uma boa dieta acaba com o problema? Dr. João Vicente da Silveira - Nem sempre. O tratamento que combate o colesterol se baseia na reorganização dos hábitos alimentares e atividade física, porém, quando a alimentação e os exercícios não são suficientes, é necessária a administração de medicamentos. Mas só um médico pode avaliar se o paciente tem necessidade de remédio ou não. TN - Existem remédios para combater o colesterol? Dr. João Vicente da Silveira - Sim. Além das medicações anteriormente conhecidas (chamadas de estatinas), há atualmente uma abordagem terapêutica mais recente que combina ezetimiba/sinvastatina com o objetivo da dupla inibição, ou seja, o remédio age sobre as duas fontes de colesterol: inibe sua síntese (no fígado) e sua absorção (no intestino). Esse novo padrão de tratamento permite reduzir de forma eficaz as taxas do "colesterol ruim" no sangue.


Fonte: https://www.portaltelenoticias.com/2012/04/30-da-populacao-brasileira-tem-altos.html

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